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A parábola da figueira seca (28 de agosto)

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"A figueira seca é o símbolo das pessoas que apenas aparentam o bem, mas na realidade nada produzem de bom: dos oradores que possuem mais brilho do que solidez, dotados do verniz das palavras de maneira que estas agradam aos ouvidos; mas, quando as analisamos, nada revelam de substancial para o coração; e, quando as acabamos de ouvir, perguntamos que proveito tivemos. É também o símbolo de todas as pessoas que podem ser úteis e não o são; de todas as utopias, de todos os sistemas vazios, de todas as doutrinas sem bases sólidas. O que falta, na maioria das vezes, é a verdadeira fé, a fé realmente fecunda, a fé que comove as fibras do coração, em uma palavra, a fé que transporta montanhas. São árvores frondosas, mas sem frutos, e é por isso que Jesus as condena a esterilidade, pois dia virá em que ficarão secas até à raiz. Isso quer dizer que todos os sistemas, todas as doutrinas que não produziram nenhum bem para a humanidade, serão reduzidas a nada; e que todos os homens volunt...

Mortes Coletivas - Razão Regeneradora (21 de agosto)

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Flagelos Destruidores      Q. n° 737. Com que fim Deus castiga a Humanidade com flagelos destruidores?       — Para fazê-la avançar mais depressa. Não dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição? E necessário ver o fim para apreciaras resultados. Só julgais essas coisas do vosso ponto de vista pessoal, e as chamais de flagelos por causa dos prejuízos que vos causam; mas esses transtornos são frequentemente necessários para fazer com que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos.(...)    Q n° 741. E dado ao homem conjurar os flagelos que o afligem?      — Sim, em parte, mas não como geralmente se pensa. Muitos flagelos são as consequências de sua própria imprevidência. Á medida que ele adquire conhecimentos e experiências, pode conjurá-lo...

Roteiro para a Felicidade: da Indulgência ao Amor (14 de agosto)

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"O desconhecido passou, de carro, enlameando-te a veste, como se toda a rua lhe pertencesse... Compadece-te dele. Corre, desabalado, à procura de alguém que lhe socorra o filhinho nos esgares da morte. Linda mulher, que pérolas e brilhantes enfeitam, segue a teu lado, parecendo fingir que te não percebe a presença... Compadece-te! Ela tem os olhos embaciados de pranto e não chegou a ver-te. Jovem, admiravelmente bem-posto, cruzou contigo, endereçando-te palavra de sarcasmo e de injúria... Compadece-te! Ele tem os passos no caminho do hospício e ainda não sabe. O amigo que mais amas negou-te um favor... Compadece-te dele! Não lhe vês a dificuldade encravada no coração. Companheiros do mundo!... Estarão contigo, notadamente no lar, onde guardam os nomes de pai e mãe, esposo e esposa, filhos e irmãos... Muita vez, levantam-se de manhã, chorosos e doloridos, aguardando um sorriso de entendimento, ou chegam do trabalho, f...

Compreendendo os Sonhos (7 de agosto)

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"Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se torna mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí uma espécie de   clarividência indefinida, que se estende aos lugares os mais distantes ou que jamais se viu, e algumas vezes mesmo a outros mundos. Daí também a lembrança que retraça na memória os acontecimentos verificados na existência presente ou nas existências anteriores. A extravagância das imagens referentes ao que se passa ou se   passou em mundos desconhecidos entremeadas de coisas do mundo atual formam esses conjuntos bizarros e confusos que parecem não ter senso nem nexo.       A incoerência dos sonhos ainda se explica pelas lacunas decorrentes da lembrança incompleta do que nos apareceu no sonho. Tal como um relato ao qual se tivessem truncado frases ou partes de frases ao acaso: os fragmentos restantes sendo reunidos, perderiam toda significação racionai." Livro Dos Espíritos, Q. n° 402, Comentário de Kardec "Teoria ...

Quês e Porquês de um Espírita: Pluralidade dos Mundos Habitados (31 de julho)

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Pluralidade dos Mundos "Quem ainda não se perguntou, considerando a Lua e os outros astros, se esses globos são habitados?   Antes que a Ciência nos houvesse iniciado na natureza desses astros, podia-se duvidar; hoje, no estado atual de nossos conhecimentos, pelo menos há probabilidade; mas, a essa ideia verdadeiramente sedutora, são feitas objeções tiradas da própria Ciência.   Parece, dizem, que a Lua não tem atmosfera e, provavelmente, não tem água.   Em Mercúrio, tendo em vista a sua proximidade do Sol, a temperatura média deve ser a do chumbo fundido, de sorte que, se ali houver este metal, deve correr como a água dos nossos rios.   Em Saturno dá-se exatamente o oposto; não temos um termo de comparação para o frio que lá deve reinar; a luz do Sol deve ser muito fraca, apesar do reflexo de suas sete luas e de seu anel, porquanto, àquela distância, o Sol não deve parecer senão como estrela de primeira grandeza.   Em tais condições, pergunta-se s...

Utopia Do Tempo Na Eternidade Do Espírito (24 de julho)

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"Partimos, pois, da aceitação da existência, sobrevivência e individualidade da alma, de que o Espiritualismo em geral nos oferece a demonstração teórica dogmática, e o Espiritismo a demonstração experimental. " Livro dos médiuns, Cap. I, item I Assim, os Espíritos são apenas as almas humanas, despojadas do seu invólucro corporal. (...) Admitindo a existência das almas, temos de admitir a dos Espíritos, que nada mais são do que as almas. E se admitimos que as almas estão por toda parte, é necessário admitir que os Espíritos  também estão. Não se pode, pois, negar a existência dos Espíritos sem negar a das Almas."   livro dos Médiuns, Cap. I, item 2 “Quando, em liberdade, abrimos finalmente nossas asas, Deus nos dá a conhecer o nosso objetivo.   Vemos nossas existências precedentes e avaliamos o progresso realizado durante séculos;   compreendemos as punições e recompensas que nos atingiram, pelas alegrias e pelas dores de nossa vida; vemos nossa intelig...

O Enigma das Parábolas de Jesus: Parábola do Semeador (17 de julho)

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       "Muitos perguntam por que Deus, durante tanto tempo, teria ocultado aos homens um dogma cujo conhecimento é útil à sua felicidade. Teria amado aos homens menos do que agora? O amor de Deus é de toda a eternidade. Para os esclarecer enviou sábios, profetas e Jesus-Cristo, o Salvador. Não é uma prova de seu infinito amor? Mas como receberam os homens esse amor? Melhoraram? O Cristo disse: “Eu poderia ainda vos dizer muitas coisas, mas não seríeis capazes de compreendê-las, devido à vossa imperfeição.” Se tomarmos as Santas Escrituras no seu verdadeiro sentido intelectual, aí encontraremos muitas citações que parecem indicar que o Espírito deve percorrer várias vidas antes de chegar ao fim. Também não se encontram nas obras dos filósofos antigos as mesmas ideias sobre a reencarnação dos Espíritos? O mundo progrediu bastante, sob o aspeto material, nas ciências, nas instituições sociais; mas, do ponto de vista moral ainda está muito atrasado. Os ...