terça-feira, 23 de maio de 2017

Atitudes: Eu e os Outros (23 de abril)

"O dever é a obrigação moral, primeiro para consigo mesmo, e depois para com os outros. O dever é a lei da vida: encontramo-lo nos mínimos detalhes, como nos atos mais elevados. (...)  Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de ser cumprido, porque se encontra em antagonismo com as seduções do interesse e do coração. Suas vitórias não têm testemunhas, e suas derrotas não sofrem repressão. O dever íntimo do homem está entregue ao seu livre arbítrio: o aguilhão da consciência, esse guardião da probidade interior, o adverte e sustenta, mas ele se mostra frequentemente impotente diante dos sofismas da paixão. O dever do coração, fielmente observado, eleva o homem. Mas como precisar esse dever? Onde ele começa? Onde acaba? O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo, e termina no limite que não desejaríeis ver transposto em relação a vós mesmos."
E. S. E. Cap. XVII, item 7
Estabilidade de comportamento







"O  comportamento  saudável  segue uma  linha de  direcionamento equilibrado,  sem  os  altibaixos  constantes  dos  transtornos neuróticos  que  produzem  instabilidade  emocional.  A  escala  de valores  adquire  inteireza  e  passa  a  comandar  as  atitudes  em todos os momentos possíveis. O  indivíduo  permanece  desperto,  atento  para  as  responsabilidades  que  lhe  dizem  respeito,  no  quadro  de  realizações humanas  e  não  se  apresenta  assinalado  pelas  incertezas  e limitações  que  antes  lhe  eram  peculiares.  Há  uma  lúcida integração  nos  compromissos  que  assume  e  um  positivo relacionamento  com  todas  as  pessoas,  que  resulta  da  autoestima e  da  aloafeição.  Desenclausurado  da  concha  do  ego  enxerga  o mundo  de  forma  correta,  compreendendo  as  suas  imposições, mas,  sobretudo  descobrindo-se  como  ser  eterno,  cuja  trajetória na  Terra  tem  uma  finalidade  superior,  que  é  a  conquista  dos recursos  que  lhe  perduram  latentes,  herança  divina  aguardando desdobramento. A  estabilidade  do  comportamento  não  fica  adstrita  a  regras adrede  estabelecidas,  mas  resulta  de  um  amadurecimento íntimo,  que  ensina  como  agir  diante  dos  desafios  do  quotidiano,  a enfrentar  as  situações  menos  favoráveis,  perceber  o  significado das  ocorrências  e  a  deixar-se  preencher  pela  resultante  dos valores do  amadurecimento  da afetividade. Com  a  mesma  naturalidade  com  que  enfrenta  os  momentos  de júbilo,  atravessa  as  horas  de  dificuldade,  procurando  descobrir  a lição  oculta  em  cada  experiência,  já  que  todo  acontecimento  é portador  de  uma  mensagem  que  pode  contribuir  para  o aprimoramento  do  ser.  Por  isso,  a  sua  é  uma  forma  agradável  de viver,  assinalada pela  auto  identificação  e  pela autorrealização. Isso  não  implica  ausência  de  lutas,  antes,  pelo  contrário,  essas se  fazem  mais  fortes, porque  os  horizontes  a  descortinar  são  mais amplos  e  os  planos  de  conquistas  são  mais  grandiosos.  Surgem como  desafios  novos  e  geram  dúvidas,  confusões  momentâneas, conflitos  para  a  seleção  de  qualidade...
No  entanto,  são  diluídos com  relativa  facilidade  esses  imperativos,  que  cedem  lugar  ao discernimento  que  seleciona  o  que  deve  e  o  que  pode  ser executado,  sem  espaço  para  aflições  desnecessárias,  que poderiam  perturbar  o  comportamento  habitual. As  tensões,  que  são  parte  das  lutas  humanas,  não  conseguem gerar  estados  estressantes,  mostrando-se  momentâneas  e  logo passando  ao  equilíbrio  e  à  confiança  na  própria  capacidade  de enfrentar  problemas  e  solucioná-los de  forma saudável. A  esse  indivíduo  de  comportamento  estável,  se  associam  as qualidades  morais  que  o  tornam  um  homem  ou  uma  mulher  de bem,  que  se  faz  portador  de  conquistas  interiores  relevantes,  que não  se  confunde  nem  se  perturba  nos  choques  existenciais. Essa  pessoa  de  bem  é  lúcida,  porque  sabe  reconhecer  os  seus limites,  porém  conhece  também  as  infinitas  possibilidades  de crescimento  e  se  entrega  à  tarefa  de  alcançar  os  novos  patamares que  vislumbra. Não  se  atemoriza  ante  as  propostas  de  aperfeiçoamento,  porque está  acostumada  com  as  realizações  de  todo  tipo,  havendo transposto  os  limites  internos  e  superado  as  barreiras  externas do  convencionalismo,  das  heranças  míticas,  das  suspeitas injustificadas,  tornando-se  parte  ativa  do  todo  universal,  com desempenho  individual  harmónico  que  proporciona  alegria  de viver."
  "Vida: Desafios e soluções", Divaldo Pereira franco, pelo esp. Joanna de Ângelis.

"O dever é o resumo prático de todas as especulações morais.(...)O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais que as criaturas, e as criaturas mais que a si mesmo; (...)   O dever é o mais belo galardão da razão; ele nasce dela, como o filho nasce da mãe.  O homem deve amar o dever, não porque ele o preserve dos males da vida, aos quais a humanidade não pode subtrair-se, mas porque ele transmite à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.   O dever se engrandece e esplende, sob uma forma sempre mais elevada, em cada uma das etapas superiores da humanidade.  A obrigação moral da criatura para com Deus jamais cessa, porque ela deve refletir as virtudes do Eterno, que não aceita um esboço imperfeito, mas deseja que a grandeza da sua obra resplandeça aos seus olhos."
E. S. E. Cap. XVII, item 7

"O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele."  

E. S. E. Cap. XVII, item 3

Não podemos mudar as atitudes dos outros, mas temos obrigação de reformar as nossas!

A Harmonia e a Paz são conquistas pessoais. Qual o caminho?
Jesus ensinou "AMOR"
"Amai muito para que possas ser amado!"

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Como medir a Fé? (16 de maio)

"O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética. Graças a ela, o homem age sobre o fluído, agente universal, modifica-lhe a qualidade e lhe dá impulso por assim dizer irresistível. Eis porque aquele que alia, a um grande poder fluídico normal, uma fé ardente, pode operar, unicamente pela sua vontade dirigida para o bem, esses estranhos fenómenos de cura e de outra natureza, que antigamente eram considerados prodígios, e que entretanto não passam de consequências de uma lei natural. Essa a razão porque Jesus disse aos seus apóstolos: Se não conseguistes curar, foi por causa de vossa pouca fé."
E. S. E. Cap. XIX, item 5

"Allan Kardec afirmou: Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade.
Acreditar em Deus, na imortalidade do Espírito, na excelência dos postulados da reencarnação e permitir-se abater quando convidado á demonstração da capacidade de resistência, é lamentável queda na leviandade ou clara demonstração de que a fé não é real...
Permitir-se depressão porque aconteceram fenómenos desagradáveis e até mesmo desestruturadores do comportamento, significa não somente debilidade emocional que apenas tem fortaleza quando não há luta, mas também total falta de confiança em Deus.
Quando a fé é raciocinada, estribada nas reflexões profundas em torno dos significados existenciais, tem capacidade para enfrentar os problemas e solucioná-los sem amargura nem conflito, para atender as situações penosas com tranquilidade, porque identifica em todas essas situações as oportunidades de crescimento interior para o encontro com a verdade.
O conhecimento do Espiritismo liberta a consciência da culpa, o indivíduo de qualquer temor, facultando-lhe uma existência risonha com esperança e realizações edificantes pelos atos. Não apenas enseja as perspectivas ditosas do porvir, mas sobretudo ajuda a trabalhar o momento em que se vive, preparando aquele que virá. "    
Joanna de Ângelis Psicografado por Divaldo Franco, do Livro "Atitudes Renovadas"
        
"Necessário guardar-se de confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se alia à humildade. Aquele que a possui deposita a sua confiança em Deus, mais do quem em si mesmo, pois sabe que, simples instrumento da vontade de Deus, nada pode sem Ele. E por isso que os Bons Espíritos vêm em seu auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado cedo ou tarde, pela decepção e os malogros que lhes são infligidos."
E. S. E. Cap. XIX, item 4

"CONFIA  SEMPRE"
"Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.
Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.
Crê e trabalha.
Esforça-te no bem e espera com paciência.
Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá.
De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior
infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.
Eleva, pois, o teu olhar e caminha.
Luta e serve. Aprende e adianta-te.
Brilha a alvorada além da noite.
Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte…
Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia."
Do livro “Cartas do Coração” de Meimei Psicografado por Francisco C. Xavier

"Noutra acepção, considera-se fé a confiança que se deposita na realização de determinada coisa, a certeza de atingir um objetivo. Nesse caso, ela confere uma espécie de lucidez, que faz antever pelo pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança, por assim dizer, infalivelmente. (...)ela pode fazer que se realizem grandes coisas.   A fé e verdadeira é sempre calma. Confere a paciência que sabe esperar, porque estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao fim. (...) A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança"

E. S. E. Cap. XIX, item 3

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Mãe - Porto de Abrigo (9 de maio)

A todas as mulheres, com ou sem filhos carnais mas que carregam em si um coração materno, a todas aquelas que contribuem para a evolução da humanidade através da vida que geram em seu ventre.

"Oh!, espíritas! Compreendei neste momento o grande papel da Humanidade! Compreendei que, quando gerais um corpo, a alma que se encarna vem do espaço para progredir. Tomai conhecimento dos vossos deveres, e ponde todo o vosso amor em aproximar essa alma de Deus: é essa a missão que vos está confiada e da qual recebereis a recompensa, se a cumprirdes fielmente. Vossos cuidados, a educação que lhe derdes, auxiliarão o seu aperfeiçoamento e a sua felicidade futura. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe, Deus perguntará: “Que fizestes da criança confiada à vossa guarda?”  (...)Merecei as divinas alegrias que Deus concedeu à maternidade, ensinando a essa criança que ela está na Terra para se aperfeiçoar, amar e abençoar. " E. S. E. Cap. XIV, item 9

"PERTO DE DEUS"
Entre a alma, prestes a reencarnar na Terra, e o Mensageiro Divino travou-se expressivo diálogo:
- Anjo bom – disse ela -, já fiz numerosas romagens no mundo. Cansei-me de prazeres envenenados e posses inúteis... Se posso pedir algo, desejaria agora colocar-me em serviço, perto de Deus, embora deva achar-me entre os homens...
- Sabes efetivamente a que aspiras? Que responsabilidade procuras? – replicou o interpelado. – Quando falham aqueles que servem à vida, perto de Deus, a obra da vida, em torno deles, é perturbada nos mais íntimos mecanismos.
- Por misericórdia, anjo amigo! Dar-me-ás instruções...
- Conseguirás aceitá-las?
- Assim espero, com o amparo do Senhor.
- O Céu, então, conceder-te-á o que solicitas.
- Posso informar-me quanto ao trabalho que me aguarda?
- Porque estarás mais perto de Deus, conquanto entre os homens, recolherás dos homens o tratamento que eles habitualmente dão a Deus...
- Como assim?
- Amarás com todas as fibras de teu espírito, mas ninguém conhecerá, nem te avaliará as reservas de ternura!... Viverás abençoando e servindo, qual se carregasses no próprio peito a suprema felicidade e o desespero supremo. Nunca te fartarás de dar e os que te cercarem jamais se fartarão de exigir...
- Que mais?
- Dar-te-ão no mundo um nome bendito, como se faz com o Pai Celestial, contudo, qual se faz igualmente até hoje na Terra com o Todo-Misericordioso, reclamar-se-á tudo de ti, sem que se te dê coisa alguma. Embora detendo o direito de fulgir à luz do primeiro lugar nas assembleias humanas, estarás na sombra do último... Nutrirás as criaturas queridas com a essência do próprio sangue; no entanto, serás apartada geralmente de todas elas, como se o mundo esmerasse em te apunhalar o coração. Muitas vezes, serás obrigada a sorrir, engolido as próprias lágrimas, e conhecerás a verdade com a obrigação de respeitar a mentira... Conquanto venhas a residir no regozijo oculto da vizinhança de Deus, respirarás no fogo invisível do sofrimento!...
- Que mais?
- Adorarás as outras criaturas para que brilhem nos salões da beleza ou nos torneios da inteligência; entretanto, raras te guardarão na memória, quando erguidas ao fausto do poder ou ao delírio da fama. Produzirás o encanto da paz; todavia, quando os homens se inclinem à guerra, serás impotente para afastar-lhes o impulso homicida...  Por isso mesmo, debalde chorarás quando se decidirem ao extermínio uns dos outros, de vez que te acharás perto do Todo-Sábio e, por enquanto, o Todo-Sábio é o Grande Anónimo, entre os povos da Terra...
- Que mais?
- Todas as profissões no Planeta são honorificadas com salários correspondentes às tarefas executadas, mas o teu ofício, porque estejas em mais íntima associação com o Eterno e para que não comprometas a Obra da Divina Providência, não terá compensações amoedadas. Outros seareiros da Vinha terrestre serão beneficiados com a  determinação de horários especiais; contudo, já que o Supremo Pai serve dia e noite, não disporás de ocasiões para descanso certo, porquanto o amor te colocará em permanente vigília!... Não medirás sacrifícios para auxiliar, com absoluto esquecimento de ti; no entanto, verás teu carinho e abnegação apelidados, quase sempre, por fanatismo e loucura... Zelarás pelos outros, mas os outros muito dificilmente se lembrarão de zelar por ti... Farás o pão dos entes amados... Na maioria das circunstâncias, porém, serás a última pessoa a servir-se dos restos da mesa, e, quando o  repouso felicite aqueles que te consumirem as horas, velarás, noite a dentro, sozinha e esquecida, entre a prece de Deus, e, em razão disso, terás por dever agir com o ilimitado amor com que Deus ama...
- Anjo bom – disse a Alma, em pranto de emoção e esperança -, que missão será essa?
O Emissário Divino endereçou-lhe profundo olhar e respondeu num gesto de bênção:
-Serás mãe!... "
 Do Irmão X, do Livro "MÃE" de Francisco C. Xavier, Ditados por Espíritos Diversos

"TROVAS DE MULHER"


MÃE - uma sílaba só,
Com sentido tão profundo ! ...
Deus ajuntou em três letras
Toda a riqueza do mundo.
Não chores, mãe desprezada,
Na aflição da noite fria!
Deus te reserva outra estrada
E a bênção de novo dia.
Dizes: "mulher em desdouro" ...
Mas se é mãe que vela e afaga,
Deus já fez dela um tesouro
Que o mundo inteiro não paga.

O mal gritaria em vão
Se cada mulher sem lar
Tivesse no coração
Um filho para beijar.
Fé viva na alma que chora:
Lua cheia em noite Fria.
Agasalho da esperança:
Pão nosso de cada dia.
De Luiza Amélia, do Livro "MÃE" de Francisco C. Xavier, Ditados por Espíritos Diversos

terça-feira, 2 de maio de 2017

Trabalho - ferramenta evolutiva (2 de maio)

Lei do Trabalho é uma Lei Divina, não serve apenas para aquisição dos bens materiais mas para construção evolutiva do ser humano.
Mas de que forma?
Na Doutrina Espirita podemos encontrar...

 “O trabalho é, ao lado da oração, o mais eficiente antídoto contra o mal, porquanto conquista valores incalculáveis com que o Espírito corrige as imperfeições e disciplina a vontade.”
 Livro " Leis Morais da Vida", Cap. "A Benção do trabalho", de Joanna de Ângelis,  psicografado por Divaldo Franco.

   "Q. 674. A necessidade do trabalho é uma lei da Natureza?
  
— O trabalho é uma lei da Natureza, e por isso mesmo é uma necessidade. A civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque aumenta as suas necessidades e os seus prazeres.
      Q. 675. Só devemos entender por trabalho as ocupações materiais?
  
— Não; o Espírito também trabalha, como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.
      Q 676. Por que o trabalho é imposto ao homem?
  
— É uma consequência da sua natureza corpórea. E uma expiação e ao mesmo tempo um meio de aperfeiçoar a sua inteligência. Sem o trabalho o homem permaneceria na infância intelectual; eis porque ele deve a sua alimentação, a sua segurança e o seu bem-estar ao seu trabalho e à sua atividade. Ao que é de físico franzino. Deus concebeu a inteligência para o compensar; mas há sempre trabalho." Livro dos Espíritos

      "Vez por outra convém tomar o caderno de notas e rumar para dentro de nós mesmos,  efetuando uma auto-entrevista, a fim de sabermos em que posição se nos situa a  personalidade na soma integral de nossas tendências mais íntimas: quem somos verdadeiramente para lá da genética humana e das documentações cartorárias do mundo, na condição real de filhos de Deus, em provisório serviço no campo da evolução terrestre;  para que objetivos nos dirigimos; que fazemos do tempo; se nos achamos hoje com menos débito e mais crédito do que ontem, perante as Leis Eternas; se já recolhemos dificuldades e provações por reais, benefícios;  se procuramos renovar-nos constantemente, em espírito, para fazer o melhor ao nosso alcance; o que estamos produzindo a favor do próximo, seja no trabalho remunerado ou na atividade gratuita das boas obras; se já sabemos esquecer as ofensas alheias, tanto quanto desejamos que as, nossas sejam esquecidas; se o nosso entusiasmo é invariável na prática do bem." Do livro " Benção de Paz, Cap 39, Auto-Entrevista, de Chico Xavier e Emmanuel
   
 "Nem sempre o corpo será uma cruz na regeneração da alma. Na maioria das circunstâncias, é a ferramenta com que o espírito pode talhar os mais altos destinos.  Não te preocupes com o problema da abastança ou da carência de utilidades materiais, porque a riqueza e pobreza , à frente da Lei Divina, muitas vezes, apenas significam oportunidades de aperfeiçoamento e elevação. 
Somente o trabalho sentido e vivido é capaz de gerar a verdadeira fortuna e acrescentá-la  infinitamente e, por isso, amando a tarefa que o Senhor te confiou por mais inquietante ou  singela, vale-te do tempo para enriquecer-te hoje de luz e amor, compreensão e merecimento, a fim de que o tempo não te encontre amanhã de coração fatigado e de mãos vazias." Do livro "Dinheiro" Psicografia de Chico Xavier de Emmanuel

"Segundo o modo de ver terreno, a máxima: Buscai e achareis, é semelhante a esta outra: Ajuda-te e o céu te ajudará. É o princípio da lei do trabalho, e por conseguinte, da lei do progresso. Porque o progresso é o produto do trabalho, desde que é este que põe em ação as forças da inteligência.(...)Mas Deus lhe deu, a mais do que ao animal, o desejo constante de melhorar, ou seja, essa aspiração do melhor, que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua situação, levando-o às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da ciência, pois é a ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Graças às suas pesquisas, sua inteligência se desenvolve, sua moral se depura. Às necessidades do corpo sucedem as necessidades do espírito: após o alimento material, ele necessita do alimento espiritual. É assim que o homem passa da selvageria à civilização."  E. S. E. Cap. XXV, item 2

“O trabalho é lei da natureza mediante a qual o homem forja o próprio progresso, desenvolvendo as possibilidades do meio ambiente em que se situa, ampliando os recursos de preservação da vida, por meio da satisfação das suas necessidades imediatas na comunidade social onde vive”.
Livro " Estudos Espíritas", de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco.
  
 "Se Deus tivesse liberado o homem do trabalho físico, seus membros seriam atrofiados; se o livrasse do trabalho intelectual, seu espírito permaneceria na infância, nas condições instintivas do animal. Eis porque ele fez do trabalho uma necessidade, e lhe disse: Busca e acharás; trabalha e produzirás; e dessa maneira serás filho das tuas obras, terás o mérito da sua realização, e serás recompensado segundo o que tiveres feito." E. S. E. Cap. XXV, item 3

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Autismo na Visão Espirita, por Mauricette Ruchot (25 de abril)



Esta terça feira, dia 25 de abril, pelas 21h, contaremos com a presença de Mauricette Ruchot na Associação Espírita de Évora  para proferir uma palestra subordinada ao tema"Autismo na Visão Espírita", área da sua atividade profissional.

Mauricette Ruchot é presidente da Associação Espírita de Dunkerque, norte de França e fará um périplo em Portugal palestrando nas Associações Espíritas do Barreiro, Leiria, Lisboa (CEAC), Lagos e Évora

Será uma excelente oportunidade de aprendizagem.
Não falte!
(entrada livre)


terça-feira, 18 de abril de 2017

160 anos do Livro dos Espíritos

É com a mais elevada gratidão a Kardec, aos Espíritos Superiores envolvidos na causa e sobretudo a Jesus Governador da Terra, que hoje assinalamos os 160 anos da publicação do Livro dos Espíritos
O primeiro passo para a chegada do Consolador prometido. 

O Livro dos Espíritos (Le Livre des Esprits) é o primeiro livro sobre a Doutrina Espírita, publicado pelo educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, sob o pseudónimo Allan Kardec. É uma das obras básicas do espiritismo.

A obra veio a público em 18 de abril de 1857, lançada no Palais Royal, em Paris, na forma de perguntas e respostas, originalmente compreendendo 501 itens. Foi fruto dos estudos de Kardec sobre os fenómenos das mesas girantes, difundidos por toda a Europa em meados do  século XIX, e que, segundo muitos pesquisadores da época, possuíam origem mediunica. Foi o primeiro de uma série de cinco livros editados pelo pedagogo sobre o mesmo tema.

Mais tarde em 1860, com apenas um ano do lançamento da Revista Espírita, Allan Kardec reuniu subsídios suficientes para publicar a segunda edição de O Livro dos Espíritos fundindo mais um conjunto de instruções que possuía, e aproveitando para dar à distribuição das matérias uma ordem muito mais metódica, suprimindo ao mesmo tempo tudo quanto tivesse duplo sentido e inserindo notas explicativas.Conforme assevera ele mesmo na Revista Espírita de julho de 1860.

As médiuns que serviram a esse trabalho foram inicialmente as jovens Caroline e Julie Boudin (respectivamente, com 16 e 14 anos à época), às quais mais tarde se juntou Celine Japhet (com 18 anos à época) e a senhorita Ermmance Defaux (14 anos na época), que tinha como guia espiritual São Luiz. no processo de revisão do livro. Após o primeiro esboço, o método das perguntas e respostas foi submetido à comparação com as comunicações obtidas por outros médiuns franceses, num total de "mais de dez", nas palavras de Kardec, cujos textos psicografados contribuíram para a estruturação do texto. 
(fonte: wikipédia)

Em 2014 a Federação Espírita Portuguesa Editou esta obra fundadora da Doutrina Espirita, primeira obra do pentateuco Kardequiano.
A obra divide-se em quatro "livros", que abordam respectivamente:
Das causas primárias 
Do mundo dos Espíritos 
Das leis morais
Das esperanças e consolações 



Vale a pena ler, vale a pena conhecer, vale a pena estudar...O ESPIRITISMO!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Considerações sobre a tristeza e a vivência da felicidade (18 de abril)

No capítulo 5, "Considerações Sobre a Tristeza", do livro Atitudes Renovadas, de Divaldo P. Franco, Joanna de Ângelis, define a tristeza como sendo um fenómeno natural, que ocorre com todas as pessoas e que pode ser considerada como uma pausa para a compreensão da existência, avançando no rumo do júbilo e que não é o inverso da alegria, mas a sua ausência  momentânea. Contudo, não se deve cultivá-la como necessária para o discernimento a cada instante ou em toda parte. Da mesma forma que não devemos cultivá-la, também não devemos fugir dela, vamos aceitá-la e retirar o melhor resultado da oportunidade de reflexão que ela nos proporcionar.

"Q.  920. O homem pode gozar na Terra uma felicidade completa?
 — Não, pois a vida lhe foi dada como prova ou expiação, mas dele depende abrandar os seus males e ser tão feliz, quanto se pode ser na Terra.

Q.  921. Concebe-se que o homem seja feliz na Terra quando a Humanidade estiver transformada, mas, enquanto isso não se verifica, pode cada um gozar de uma felicidade relativa?
— O homem é, na maioria das vezes, o artífice de sua própria infelicidade. Praticando a lei de Deus, ele pode poupar-se a muitos males e gozar de uma felicidade tão grande quanto o comporta a sua existência num plano grosseiro.
Comentário de Kardec: O homem bem compenetrado do seu destino futuro não vê na existência corpórea mais do que uma rápida passagem. É como uma parada momentânea numa hospedaria precária. Ele se consola facilmente de alguns aborrecimentos passageiros, numa viagem que deve conduzi-lo a uma situação tanto melhor quanto mais atenciosamente tenha feito os seus preparativos para ela.
Somos punidos nesta vida pelas infrações que cometemos às leis da existência corpórea, pelos próprios males decorrentes dessas infrações e pelos nossos próprios excessos Se remontarmos pouco a pouco à origem do que chamamos infelicidades terrenas veremos a estas, na sua maioria, como a conseqüência de um primeiro desvio do caminho certo. Em virtude desse desvio inicial, entramos num mau caminho e de conseqüência em conseqüência, caímos afinal na desgraça."  
Livro dos Espíritos

"Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! Exclama geralmente o homem, em toda as posições sociais. Isto prova, meus caros filhos, melhor que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: “A felicidade não é deste mundo”. Com efeito, nem a fortuna, nem o poder, nem mesmo a juventude em flor, são condições essenciais da felicidade. Digo mais: nem mesmo a reunião dessas três condições, tão cobiçadas, pois que ouvimos constantemente, no seio das classes privilegiadas, pessoas de todas as idades lamentarem amargamente a sua condição de existência.
Diante disso, é inconcebível que as classes trabalhadoras invejem com tanta cobiça a posição dos favorecidos da fortuna. Neste mundo, seja quem for, cada qual tem a sua parte de trabalho e de miséria, seu quinhão de sofrimento e desengano. Pelo que é fácil chegar-se à conclusão de que a Terra é um lugar de provas e de expiações.
Assim, pois, os que pregam que a Terra é a única morada do homem, e que somente nela, e numa única existência, lhe é permitido alcançar o mais elevado grau de felicidade que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que os ouvem. Basta lembrar que está demonstrado, por uma experiência multissecular, que este globo só excepcionalmente reúne as condições necessárias à felicidade completa do indivíduo.
Num sentido geral, pode afirmar-se que a felicidade é uma utopia, a cuja perseguição se lançam as gerações, sucessivamente, sem jamais a alcançarem. Porque, se o homem sábio é uma raridade neste mundo, o homem realmente feliz não se encontra com maior facilidade.
Aquilo em que consiste a felicidade terrena é de tal maneira efêmera para quem não se guiar pela sabedoria, que por um ano, um mês, uma semana de completa satisfação, todo o resto da existência se passa numa seqüência de amarguras e decepções. E notai, meus caros filhos que estou falando dos felizes da Terra, desses que são invejados pelas massas populares.
Conseqüentemente, se a morada terrena se destina a provas e expiações, é forçoso admitir que existem, além, moradas mais favorecidas, em que o Espírito do homem, ainda prisioneiro de um corpo material, desfruta em sua plenitude as alegrias inerentes à vida humana. Foi por isso que Deus semeou, no vosso turbilhão, esses belos planetas superiores para os quais os vossos esforços e as vossas tendências vos farão um dia gravitar, quando estiverdes suficientemente purificados e aperfeiçoados.
Não obstante, não se deduza das minhas palavras que a Terra esteja sempre destinada a servir de penitenciária. Não, por certo! Porque, do progresso realizado podeis facilmente deduzir o que será o progresso futuro, e das melhoras sociais já conquistadas, as novas e mais fecundas melhoras que virão. Essa é a tarefa imensa que deve ser realizada pela nova doutrina que os Espíritos vos revelaram.
Assim, pois, meus queridos filhos, que uma santa emulação vos anime, e que cada um dentre vós se despoje energicamente do homem velho. Entregai vos inteiramente à vulgarização desse Espiritismo, que já deu início à vossa própria regeneração. É um dever fazer vossos irmãos participarem dos raios dessa luz sagrada. À obra, portanto, meus caros filhos! Que nesta reunião solene, todos os vossos corações se voltem para esse alvo grandioso, de preparar para as futuras gerações um mundo em que felicidade não seja mais uma palavra vã." 
FRANÇOIS-NICOLAS-MADELAINE Cardeal Morlot, Paris, 1863 
E.S.E. Cap. V, item 20 "A Felicidade Não É Deste Mundo"
          
No capítulo 19, "Vivência da Felicidade", do livro Atitudes Renovadas, de Divaldo P. Franco, Joanna de Ângelis  mostra-nos que considerar a felicidade como falta de sofrimento, ausência de problemas e de preocupações, é um conceito destituído de legitimidade,  porque se pode experenciar bem estar, felicidade, em situações de dor, assim como diante de  problemas e de desafios. Joanna de Ângelis no diz que a felicidade é um estado emocional, na qual as questões externas, mesmo quando negativas, não conseguem modificar o sentimento de harmonia.  Dentre as atitudes que devemos ter em mente e praticar para conduzirmos melhor nossa existência  inclui o discernimento a respeito dos significados da existência terrestre para permitir a compreensão das ocorrências durante a vilegiatura humana, como também entender as situações das outras pessoas, suas dificuldades emocionais e seus problemas de relacionamento, especialmente em relação a si mesmo, constituindo um modelo de auto preservação de decepções e de conflitos na área do comportamento social, ademais de levar em consideração a transitoriedade de tudo.