segunda-feira, 18 de março de 2019

O Amor Paternal - Dia Do Pai, à Luz do Espiritismo (19 de março)

“Desde os tempos do filósofo grego Platão, a família é considerada, a célula básica da sociedade.
O Espiritismo, ampliando a investigação sobre o tema, vê na família uma nobre experiência, um verdadeiro laboratório no qual são burilados os nossos sentimentos, representando um grande ensaio para que possamos viver na família universal”
Livro Vivências do Amor em Família, de Divaldo P. Franco


“Os laços de sangue não estabelecem necessariamente os laços espirituais. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porque este existia antes da formação do corpo. O pai não gera o Espírito do filho: fornece-lhe apenas o envoltório corporal. Mas deve ajudar seu desenvolvimento intelectual e moral, para o fazer progredir.

            Os Espíritos que se encarnam numa mesma família, sobretudo como parentes próximos, são os mais frequentemente Espíritos simpáticos, ligados por relações anteriores, que se traduzem pela afeição durante a vida terrena. Mas pode ainda acontecer que esses Espíritos sejam completamente estranhos uns para os outros, separados por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem também por seu antagonismo na Terra, a fim de lhes servir de prova. Os verdadeiros laços de família não são, portanto, os da consanguinidade, mas os da simpatia e da comunhão de pensamentos, que unem os Espíritos, antes, durante e após a encarnação. Donde se segue que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem, pois, atrair-se, procurar-se, tornarem-se amigos, enquanto dois irmãos consanguíneos podem repelir-se, como vemos todos os dias. Problema moral, que só o Espiritismo podia resolver, pela pluralidade das existências.”
 E. S. E. Cap. XIV, item 8 

 ” Q. - 582. Pode-se considerar a paternidade como uma missão?  
— É, sem contradita, uma missão. E ao mesmo tempo um dever muito grande, que implica, mais do que o homem pensa, sua responsabilidade para o futuro. Deus põe a criança sob a tutela dos pais para que estes a dirijam no caminho do bem. E lhes facilitou a tarefa dando à criança uma organização débil e delicada, que a torna acessível a todas as impressões.”
 Livro dos Espíritos

“Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.Perder? Como?  Não é nosso, recordam-se?  Foi apenas um empréstimo” 
Definição de filho por, José Saramago

Ser Pai é um dos privilégios do Amor de Deus…
aprender a amar fora de nós mesmos mas com maior intensidade…
Um bem haja a todos os pais!

terça-feira, 12 de março de 2019

Dia da Mulher — Lei da Igualdade (12 de março de 2019)




https://www.youtube.com/watch?v=3KZ3bH3U_ec

Dia da Mulher — Lei da Igualdade, Palestra pública do dia 12 de março de 2019


Dissertação Espírita

INSTRUÇÃO DAS MULHERES

(Joinville, Haute-Marne, 10 de março de 1868 – Médium: Sra. P...)

         “Neste momento a instrução da mulher é uma das mais graves questões, porque não contribuirá pouco para realizar as grandes ideias de liberdade, que dormitam nos fundos dos corações.

Honra aos homens corajosos que tomaram a sua iniciativa! eles podem, de antemão, estar certos do sucesso de seus trabalhos. Sim, soou a hora da libertação da mulher; ela quer ser livre e para isto deve libertar a sua inteligência dos erros e dos preconceitos do passado. É pelo estudo que ela alargará o círculo de seus conhecimentos estreitos e mesquinhos. Livre, ela fundará a sua religião sobre a moral, que é de todos os tempos e de todos os países. Ela quer ser, ela será a companheira inteligente do homem, sua conselheira, sua amiga, a instrutora de seus filhos, e não um joguete, do qual se servem como uma coisa, e que depois deixam de lado para tomar uma outra.

Ela quer trazer a sua pedra ao edifício social, que se ergue neste momento ao poderoso sopro do progresso.

É verdade que, uma vez instruída, ela escapa das mãos daqueles que dela fazem um instrumento. Como um pássaro cativo, ela quebra a sua gaiola e voa para os vastos campos do infinito. É verdade que, pelo conhecimento das leis imutáveis que regem os mundos, ela compreenderá Deus de modo diferente do que lhe ensinam; não acreditará mais num Deus vingador, parcial e cruel, porque sua razão lhe dirá que a vingança, a parcialidade e a crueldade não podem conciliar-se com a justiça e a bondade; o seu Deus – dela – será todo amor, mansuetude e perdão.
Mais tarde ela conhecerá os laços de solidariedade que unem os povos entre si, e os aplicará em seu redor, espalhando com profusão tesouros de caridade, de amor e de benevolência para todos. Seja qual for a seita a que pertença, saberá que todos os homens são irmãos, e que o mais forte não recebeu a força senão para proteger o fraco e o elevar na sociedade ao verdadeiro lugar que deve ocupar.

Sim, a mulher é um ser perfectível como o homem, e suas aspirações são legítimas; seu pensamento é livre e nenhum poder do mundo tem o direito de a escravizar ao sabor de seus interesses ou de suas paixões. Ela reclama sua parte de
atividade intelectual, e a obterá, porque há uma lei mais poderosa que todas as leis humanas: a do progresso, à qual toda a Criação está submetida.
Um Espírito

Observação – Temos dito e repetido muitas vezes: a emancipação da mulher será a consequência da difusão do Espiritismo, porque ele funda os seus direitos, não numa ideia filosófica generosa, mas sobre a própria identidade do Espírito. Provando que não há Espíritos homens e Espíritos mulheres, que todos têm a mesma essência, a mesma origem e o mesmo destino, ele consagra a igualdade dos direitos. A grande lei da reencarnação vem, além disso, sancionar este princípio. Desde que os mesmos Espíritos podem encarnar, ora como homens, ora como mulheres, disso resulta que o homem que escraviza a mulher poderá ser escravizado por sua vez; que, assim, trabalhando pela emancipação das mulheres, os homens trabalham pela emancipação geral e, por conseguinte, em proveito próprio. As mulheres têm, pois, um interesse direto na propagação do Espiritismo, porque ele fornece em apoio de sua causa os mais poderosos argumentos que jamais foram invocados. (Vide a Revista Espírita, janeiro de 1866; junho de 1867).”
Allan Kardec

Revista Espírita de Abril de 1868


“Q. 817. 0 homem e a mulher são iguais perante Deus e têm os mesmos direitos?
Deus não deu a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir?

Q. 818. De onde procede a inferioridade moral da mulher em certas regiões?
Do domínio injusto e cruel que o homem exerceu sobre ela. Uma consequência das instituições sociais e do abuso da força sobre a debilidade. Entre os homens pouco adiantados do ponto de vista moral a força é o direito.”
Livro Dos Espíritos

       "O Espiritismo vem confirmar a teoria pelo exemplo, ao mostrar que os grandes no mundo dos Espíritos são os que foram pequenos na Terra, e que frequentemente são bem pequenos os que foram grandes e poderosos. É que os primeiro levaram consigo, ao morrer, aquilo que unicamente constitui a verdadeira grandeza no céu, e que nunca se perde: as virtudes; enquanto os outros tiveram de deixar aquilo que os fazia grandes na Terra, e que não se pode levar: a fortuna, os títulos, a glória, a linhagem. Não tendo nada mais, chegam ao outro mundo, desprovidos de tudo, como náufragos que tudo perderam, até as roupas. Conservam apenas o orgulho, que torna ainda mais humilhante a sua nova posição, porque veem acima deles, e resplandecentes de glória, aqueles que espezinharam na Terra.

O Espiritismo nos mostra outra aplicação desse princípio nas encarnações sucessivas, onde aqueles que mais se elevaram numa existência, são abaixados até o
último lugar na existência seguinte, se se deixaram dominar pelo orgulho e a ambição. Não procureis, pois, o primeiro lugar na Terra, nem queirais sobrepor-vos aos outros, se não quiserdes ser obrigados a descer. Procurai, pelo contrário, o mais humilde e o mais modesto, porque Deus saberá vos dar um mais elevado no céu, se o merecerdes.”
Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VII, item 6

terça-feira, 5 de março de 2019

Doença Mental ou Problema Espiritual - Obsessão (5 de março)

Imperfeições morais geram doenças mentais através da lei de Ação - Reação.


“Temos que ter em conta  os fatores cármicos que incidem em cada caso, e que vão impor ao devedor o precioso reajuste com as leis divinas, usando o recurso da doença-resgate, expiação purgante de elevado beneficio para todos nós.”

Manoel Philomeno de Miranda, psicografado por Divaldo Franco,“Grilhões partidos”

Dentro das doenças mentais podemos encontrar a epilepsia, doença bipolar, esquizofrenia...abordaremos neste trabalho estas doenças do ponto de vista espiritual.

E como diria o Apostolo Paulo:
"Todos estamos acompanhados, uns são obsideados outros iluminados."

Aqui temos a obsessão como problema espiritual, processo que também poderá derivar em doença mental. No Livro dos Espíritos podemos encontrar valiosos esclarecimentos acerca dos processos obsessivos, como por exemplos nas questões:

473. Pode um Espírito, momentaneamente, revestir-se do invólucro de uma pessoa viva, quer dizer, introduzir-se num corpo animado e agir em substituição ao Espírito que nele se encontra encarnado?


Um Espírito não entra num corpo como entra numa casa; ele assimila-se a um Espírito encarnado que tem os seus mesmos defeitos e as suas mesmas qualidades, para agir conjuntamente; mas é sempre o Espírito encarnado que age como quer sobre a matéria de que está revestido.

Um Espírito não pode substituir-se ao que se acha encarnado, porque o Espírito e o corpo estão ligados até o tempo marcado para o termo da existência material.


474. Se não há possessão propriamente dita, quer dizer, coabitação de dois Espíritos no mesmo corpo, a alma pode encontrar-se na dependência de um outro Espírito, de maneira a se ver por ele subjugada ou obsedada a ponto de ser sua vontade, de alguma forma, paralisada?
Sim, e são esses os verdadeiros possessos; mas ficai sabendo que essa denominação não se efetua jamais sem a participação daquele que sofre, seja por sua fraqueza, seja pelo seu desejo.
Frequentemente se têm tomado por possessos criaturas epiléticas ou loucas, que mais necessitam de médico do que de exorcismo.

Abordaremos estas e muitas outras questões em torno do tema, mas principalmente como sair destes processos obsessivos, como tratar a doença mental do ponto de vista clinico e espiritual.
“(…) ninguém pode avançar livremente para o amanhã, sem pagar os compromissos de ontem(…)"
Nos Domínios da Mediunidade


domingo, 24 de fevereiro de 2019

Doença mental ou problema espiritual? (26 de fevereiro)


"Vive-se na Terra o momento angustiante da incerteza. Tudo quanto constitui segurança – poder político e económico, saúde, cultura, equilíbrio social, juventude, beleza, amor, paz – de um para outro momento muda de configuração, e surgem os desafios que consomem as energias emocionais, mentais e físicas dos indivíduos, não raro levando-os ao desalento, à alucinação, aos transtornos do comportamento e da mente. O ser humano conseguiu a máxima glória da ciência sem a correspondente da consciência.
As propostas hedonistas–utilitaristas conduziram-no à busca desesperada do poder e do prazer, como se isso constituísse a razão única da existência física no planeta. Como consequência, cansado do gozo ou frustrado na sua experiência, aturde-se e se atira ao desencanto que precede os graves transtornos de conduta que o envilecem, conspirando contra a sua caminhada evolutiva.
As admiráveis conquistas das ciências psíquicas – a psiquiatria, a psicologia e a psicanálise – que têm oferecido nobres terapêuticas preventivas e curadoras para os desvios de comportamento e para outras alienações mentais, não lograram tornar mais feliz nem mais seguro neste momento o viajor do terceiro milénio.
A herança ancestral amargura-o e as ambições cultivadas que se desvanecem infelicitam-no.
Em razão dos fatores endógenos, que procedem de outras existências, como dos exógenos, que também se encontram ínsitos nos desvarios das reencarnações transatas, respondem pelos transtornos mentais que se avolumam na massa humana e se apresentam terríveis em todos os segmentos da sociedade, ceifando alegrias, desorganizando sistemas e grupos bem constituídos, assim como vencendo indivíduos solitários, que se alienam e ameaçam a economia moral do planeta com seus desequilíbrios e alucinações.
Essas ocorrências infelizes que afetam as áreas da saúde bem como as mais diferentes nas quais se movimenta a criatura decorrem da sua indiferença aos soberanos códigos da vida, que se sustentam na lei de amor, essencial à harmonia sob todos os aspetos que se imaginem.
Havendo perdido o contato com o si profundo, por decorrência da sua rebeldia em relação ao Criador, pensa que somente na organização física reside a vida, naufragando nas experiências a que se entrega, por falta de sustentação das bases morais e emocionais que se apresentam de estrutura frágil, porque fincadas na indiferença aos valores espirituais.
É inevitável, portanto, a queda nos sofrimentos graves dos transtornos mentais e emocionais, nos acidentes rudes de toda espécie.
Felizmente, nesse báratro, luzem hoje novas perspetivas de salvação propostas pela moderna psicologia transpessoal, que encontrou o Espírito como responsável por todas as ocorrências de sua trajetória, ele mesmo o autoterapeuta para a recuperação dos valores perdidos sob a segura orientação de especialistas credenciados nessa área para o ajudar.
Simultaneamente descobre a Doutrina Espírita que, desde 1857, esclarece o ser sobre suas responsabilidades e possibilidades iluminativas, desbravando o país da alma com os equipamentos seguros da lógica e da razão, estruturados nas comprovações mediúnicas em torno da imortalidade do Espírito, da justiça divina, das reencarnações que lhe facultam o abençoado roteiro de evolução."

Transtornos mentais, do livro "Transtornos Mentais" de Suely Caldas shoubert

"A medicina humana será muito diferente no futuro, quando a ciência puder compreender a extensão e complexidade dos fatores mentais no campo das moléstias do corpo físico. Muito raramente não se encontram as afecções diretamente relacionadas com o psiquismo. Todos os órgãos são subordinados à ascendência moral. As preocupações excessivas com os sintomas patológicos aumentam as infermidades; as grandes emoções podem curar o corpo ou aniquilá-lo… O médico do porvir conhecerá semelhantes verdades e não circunscreverá sua ação profissional ao simples fornecimento de indicações técnicas, dirigindo-se, muito mais, nos trabalhos curativos, às providências espirituais, onde o amor cristão represente o maior papel."

                                                                                  André Luiz, psicografia de Chico Xavier no Livro "Missionários da luz"

"As doenças pertencem às provas e às vicissitudes da vida terrena. São inerentes à grosseria da nossa natureza material e à inferioridade do mundo que habitamos. As paixões e os excessos de toda espécie, por sua vez, criam em nossos organismos condições malsãs, frequentemente transmissíveis pela hereditariedade. Nos mundos mais avançados, física e moralmente, o organismo humano, mais depurado e menos material, não está sujeito às mesmas enfermidades que o nosso, e o corpo não é minado secretamente pela devastação das paixões. É necessário, pois, que nos resignemos a sofrer as consequências do meio em que nos situa a nossa inferioridade, até que nos façamos dignos de uma transferência. Isso não deve impedir-nos de lutar para melhorar a nossa situação atual. Mas, se apesar dos nossos esforços, não pudermos fazê-lo, o Espiritismo nos ensina a suportar com resignação os nossos males passageiros. Se Deus não quisesse que pudéssemos curar ou aliviar os sofrimentos corporais, em certos casos, não teria colocado meios curativos à nossa disposição. Sua solicitude previdente, a esse respeito, confirmada pelo instinto de conservação, mostra que o nosso dever é procurá-los e aplicá-los. Ao lado da medicação ordinária, elaborada pela ciência, o magnetismo nos deu a conhecer o poder da ação fluídica, e depois o Espiritismo veio revelar-nos outra espécie de força, através da mediunidade curadora e da influência da prece."

E. S. E. Cap XXVIII, item 5, I – Preces Pelos Doentes, n° 77 prefácio

"No vosso mundo, tendes necessidade do mal para sentir o bem, da noite para admirar a luz, da doença para apreciar a saúde. Lá,(nos Mundos Felizes) esses contrastes não são necessários. A eterna luz, a eterna bondade, a paz eterna da alma, proporcionam uma alegria eterna, que nem as angústias da vida material, nem os contatos dos maus, que ali não tem acesso, poderiam perturbar. Eis o que o Espírito humano só dificilmente compreende. Ele foi engenhoso para pintar os tormentos do inferno, mas jamais pôde representar as alegrias do céu. E isso por quê? Porque, sendo inferior, só tem experimentado penas e misérias, e não pode entrever as claridades celestes. Ele não pode falar daquilo que não conhece. Mas, à medida que se eleva e se purifica, o seu horizonte se alarga e ele compreende o bem que está à sua frente, como compreendeu o mal que deixou para trás."

Lei de Amor, E. S. E. Cap. III, item 11

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019



Lei de Amor  (19 fevereiro 2019)





         “Nos mundos felizes, a relação de povo para povo, sempre amigáveis, jamais são perturbadas pelas ambições de dominação e pelas guerras que lhes são consequentes. Não existem senhores nem escravos, nem privilegiados de nascimentos. Só a superioridade moral e intelectual determina as diferentes condições e confere a supremacia. A autoridade é sempre respeitada, porque decorre unicamente do mérito e se exerce sempre com justiça. O homem não procura elevar-se sobre o seu semelhante, mas sobre si mesmo, aperfeiçoando-se. O seu objetivo é atingir a classe dos Espíritos puros, e esse desejo incessante não constitui um tormento, mas uma nobre ambição, que o faz estudar com ardor para os igualar. Todos os sentimentos ternos e elevados da natureza humana apresentam-se engrandecidos e purificados. Os ódios, as mesquinharias dos ciúmes, as baixas cobiças da inveja, são ali desconhecidos. Um sentimento de amor e fraternidade une a todos os homens e os mais fortes ajudam os mais fracos.”
 E. S. E. Cap.3, item 10

         “Temer os que praticam o mal é demonstrar que o bem ainda não se nos radicou na alma convenientemente. A interrogação de Pedro reveste-se de enorme sentido. Se existe sólido propósito do bem nos teus caminhos, se és cuidadoso em sua prática, quem mobilizará tamanho poder para anular as edificações de Deus? O problema reside, entretanto, na necessidade de entendimento. Somos ainda incapazes de examinar todos os aspetos de uma questão, todos os contornos de uma paisagem. O que hoje nos parece a felicidade real pode ser amanhã cruel desengano. Nossos desejos humanos modificam-se aos jorros purificadores da fonte evolutiva. Urge, pois, afeiçoarmo-nos à Lei Divina, refletir-lhe os princípios sagrados e submeter-nos aos Superiores Desígnios, trabalhando incessantemente para o bem, onde estivermos. Os melindres pessoais, as falsas necessidades, os preconceitos cristalizados, operam muita vez a cegueira do espírito. Procedem daí imensos desastres para todos os que guardam a intenção de bem fazer, dando ouvidos, porém, ao personalismo inferior. Quem cultiva a obediência ao Pai, no coração, sabe encontrar as oportunidades de construir com o seu amor. Os que alcançam, portanto, a compreensão legítima não podem temer o mal. Nunca se perdem na secura da exigência nem nos desvios do sentimentalismo. Para essas almas, que encontraram no íntimo de si próprias o prazer de servir sem indagar, os insucessos, as provas, as enfermidades e os obstáculos são simplesmente novas decisões das Forças Divinas, relativamente à tarefa que lhes dizem respeito, destinadas a conduzi-las para a vida maior.”

 Zelo do Bem, mensagem nº 173 do Livro Caminho Verdade e vida 


      “O amor resume toda a doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado. No seu ponto de partida, o homem só tem
instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o amor é o requinte do sentimento”

 E. S. E. Cap. XI, Item 8



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Laços de família (12 de fevereiro)


 "O dogma da reencarnação indefinida encontra oposições no coração do encarnado que ama, porquanto, em presença dessa infinidade de existências, produzindo novos laços em cada uma delas, ele pergunta com assombro em que se tornam as afeições particulares, e se estas não se fundem num único amor geral, o que destruiria a persistência da afeição individual. Ele se pergunta se esta afeição individual não é apenas um meio de adiantamento e então o desânimo se insinua em sua alma, porque a verdadeira afeição experimenta a necessidade de um amor eterno, sentindo que ela não se cansará jamais de amar. O pensamento desses milhares de afeições idênticas lhe parece uma impossibilidade, mesmo admitindo faculdades maiores para o amor.
O encarnado que estuda seriamente o Espiritismo, sem ideia preconcebida para um sistema, de preferência a outro, sente-se arrastado à reencarnação pela justiça que resulta do progresso e do avanço do Espírito em cada nova existência; mas quando o estuda do ponto de vista das afeições do coração, duvida e se assusta, mau grado seu. Não podendo pôr de acordo esses dois sentimentos, diz a si mesmo que aí ainda há um véu a levantar e seu pensamento em trabalho atrai as luzes dos Espíritos para conciliar o coração com a razão.(...)
Contemplai a Humanidade e vede quão poucas são as afeições verdadeiras na Terra!
       Assim, não se devem admirar tanto da multiplicidade das afeições aí contraídas. São em minoria relativa, mas existem, e as que são reais persistem e se perpetuam sob todas as formas, primeiro na Terra, depois continuam no estado de Espírito, numa amizade ou num amor inalterável, que só faz crescer e se elevar cada vez mais."
Revista Espírita de fevereiro de 1864


"Os Laços de Família são Fortalecidos pela Reencarnação e Rompidos pela Unicidade da Existência.
Os laços de família não são destruídos pela reencarnação, como pensam certas pessoas. Pelo contrário, são fortalecidos e reapertados. O princípio oposto é que os destrói.
Os Espíritos formam, no espaço, grupos ou famílias, unidos pela afeição, pela simpatia e a semelhança de inclinações. Esses Espíritos, felizes de estarem juntos, procuram-se. A encarnação só os separa momentaneamente, pois que, uma vez retornando a erraticidade, eles se reencontram, como amigos na volta de uma viagem. Muitas vezes eles seguem juntos na encarnação, reunindo-se numa mesma família ou num mesmo círculo, e trabalham juntos para o seu progresso comum. Se uns estão encarnados e outros não, continuarão unidos pelo pensamento. Os que estão livres velam pelos que estão cativos, os mais adiantados procurando fazer progredir os retardatários. Após cada existência terão dado mais um passo na senda da perfeição."

E. S. E. Cap. IV, item 18

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Retorno à vida corporal (5 de fevereiro)



DISSERTAÇÕES ESPÍRITAS.
Necessidade da encarnação.

(Sociedade Espírita de Sens. - Médium, Sr. Percheron.)
"Deus quis que o Espírito do homem fosse ligado à matéria para sofrer as vicissitudes do corpo com o qual se identifica ao ponto de iludir-se e de tomá-lo por si mesmo, ao passo que não é senão a sua prisão passageira; é como se um prisioneiro se confundisse com as paredes de seu cárcere. Os  materialistas são bem cegos de não se aperceberem de seu erro; porque se quisessem um pouco seriamente, veriam que não é pela matéria de seu corpo que podem se afirmar; veriam que, uma vez que a matéria desse corpo se renova continuamente, como a água de um rio, não é senão pelo Espírito que podem saber que são bem sempre eles mesmos. Suponhamos que ao corpo de um homem que pesasse sessenta quilogramas se assimile, para a reparação de suas forças, um quilograma de novas substâncias por dia, para substituir a mesma quantidade de moléculas antigas
das quais se separa, e que cumpriram o papel que deviam desempenhar na composição de seus órgãos, ao cabo de sessenta dias a matéria desse corpo se encontrará, pois, renovada. Numa mesma suposição, cujas cifras podem ser contestadas, mas verdadeira em princípio, a matéria do corpo se renovaria seis vezes por ano; o corpo de um homem de vinte anos estaria, pois, já renovado cento e vinte vezes; aos quarenta anos, duzentas e quarenta vezes; aos oitenta anos, quatrocentas e oitenta vezes. Mas vosso Espírito, ele, se renovou? Não, porque tendes consciência de que sois sempre bem vós mesmos. É, pois, vosso Espírito que constitui o vosso eu, e segundo qual vós vos afirmais, e não vosso corpo, que não é senão uma matéria efêmera e variável. Os materialistas e os panteístas dizem que as moléculas desagregadas, depois da morte do corpo, retornam todas à massa comum de seus elementos primitivos, ocorre o mesmo com a alma, quer dizer, do ser que pensa em vós; mas que sabem eles disso? Há uma massa comum de substância que pensa? jamais o demonstraram, e é o que deveriam ter feito antes de afirmar. Isso não é, pois, de sua parte, senão uma hipótese; ora, não é mais lógico admitir que, uma vez que durante a vida do corpo as moléculas se desagregam várias centenas de vezes, o Espírito permanece sempre o mesmo, conservando a consciência de sua individualidade, é que a natureza do Espírito não é de se desagregar; por que, pois, se dissolveria de preferência na hora da morte do corpo do que antes? Depois desta digressão, dirigida aos materialistas, retorno ao meu assunto. Se Deus quis que as suas criaturas espirituais estivessem momentaneamente unidas à matéria, foi, eu o repito, para fazer-lhes sentir e por assim dizer, suportar as necessidades que exige a matéria de seu corpo para a sua conservação e a sua manutenção; dessas necessidades nascem as vicissitudes que vão fazer sentir o sofrimento, e compreender a comiseração que deveis ter para com os vossos irmãos na mesma posição. Esse estado transitório é, pois, necessário para o progresso de vosso Espírito que, sem isso,
permaneceria estagnado. As necessidades que vosso corpo vos fazem experimentar estimulam vosso Espírito e o forçam a procurar os meios de provê-las; desse trabalho forçado nasce o desenvolvimento do pensamento; o Espírito constrangido a presidir os movimentos do corpo para dirigi-los em vista de sua conservação, é conduzido ao trabalho material, e ao trabalho intelectual, que se necessitam um ao outro e um para o outro, uma vez que a realização das concepções no Espírito exige o trabalho do corpo, e que este não pode fazer senão sob a direção e o impulso do Espírito. O Espírito tendo assim tomado o hábito de trabalhar, e sendo constrangido ao trabalho pelas necessidades do corpo, o trabalho, ao seu turno, se torna uma necessidade para ele, e, quando desligado de seus laços, não tem mais que pensar na matéria, e pensa em trabalhar em si mesmo para o seu adiantamento. Compreendeis agora a necessidade, para vosso Espírito, de estar ligado à matéria durante uma parte de sua existência, para não ficar estacionário.
Teu pai, PERCHERON, assistido pelo Espírito de Pascal.

Nota: - A estas observações, perfeitamente justas, acrescentaremos que, em tudo trabalhando por si mesmo, o Espírito encarnado trabalha para a melhoria do mundo em que habita; assim, ele ajuda a sua transformação e o seu progresso material que estão nos objetivos de Deus, do qual é instrumento inteligente. Em sua sabedoria previdente, a Providência quis que tudo se encadeasse na Natureza; que todos, homens e coisas, fossem solidários; depois, quando o Espírito cumpriu a sua tarefa, que está suficientemente avançado, goza do fruto de suas obras." 
Allan Kardec, Revista Espíritado mês de fevereiro de 1864

        "O amor resume toda a doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado.
O Espiritismo, por sua vez, vem pronunciar a segunda palavra do alfabeto divino. Ficai atentos,  porque essa palavra levanta a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, vencendo a morte, revela ao homem deslumbrado o seu patrimônio intelectual. Mas já não é mais aos suplícios que ela conduz, e sim à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito, e o Espírito deve agora resgatar o homem da matéria."
E. S. E. Cap. XI, item 8